O Pastel Alvites foi criado pela Casa do Pão em Serpins, visando promover a história da localidade e inovar na doçaria regional. O pastel traz uma combinação original de abóbora e noz envolta em massa fina e crocante, evitando o uso de ingredientes tradicionais como mel e castanha, já comuns em outras iguarias locais. A proposta era criar um doce que representasse a autenticidade de Serpins, mas com um toque diferente, reforçando a identidade cultural da região.
Situada nas margens do rio Ceira, Serpins é o topónimo moçárabe que encerra a sua possível origem nos povos adoradores de serpentes, os Sefes, referidos pelo escritor latino Avieno como povo existente no século VI a.C. na costa atlântica.
Porém, a ocupação mais antiga identificada em Serpins remontada ao período romano, muito provavelmente motivada pela localização, terras aráveis e recursos naturais existentes, tendo ficado deste período alguns vestígios que persistem ainda hoje.
Durante a reconquista cristã, foi terra de fronteira entre cristãos e muçulmanos, tendo sido resgatada por D. Afonso Henriques aos mouros e doada ao seu cavaleiro, Pelagio Alvites (ou Paio Alvites).
Mais tarde, a herdade medieval de Serpins foi dividida, vindo a pertencer plo menos metade dela ao Mosteiro de Lorvão. Uma carta régia de D. João I agracia Serpins com vários privilégios e em 1514 D. Manuel I concede-lhe carta de foral.
No séc. XIX e na sequência das reformas de Mouzinho da Silveira, o antigo concelho veio a ser extinto.
Para além da sua História, Serpins revela-se pela cultura, pelas tradições, pela paisagem, pela boa comida, pela simpatia das suas gentes e por iguarias sem igual neste nosso Portugal.
A Pastelaria Casa do Pão, fundada em 2001 em Serpins, é um verdadeiro símbolo de tradição e qualidade na região. Especializada em pães artesanais, doces e salgados, a casa ganhou destaque por oferecer produtos frescos e preparados com receitas que valorizam o sabor caseiro.
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